INCT Drogas de abuso: estudo translacional dos fatores determinantes de susceptibilidade
O INCT Drogas de abuso reúne uma rede translacional dedicada a compreender os fatores biológicos, sociais, clínicos e contextuais que modulam a susceptibilidade ao uso prejudicial de substâncias psicoativas.
O projeto integra modelos experimentais, epidemiologia, clínica, química analítica, ciência de dados e cooperação interinstitucional para produzir evidências úteis à pesquisa, à formação e às políticas públicas.
Responsável
Francisco Inacio Pinkusfeld Monteiro Bastos
LIS/ICICT/Fiocruz
Situação
Em andamento
Financiamento
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico — CNPq
Descrição do projeto
O Relatório de 2019 do United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) estima que cerca de 35 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtornos relacionados ao uso de substâncias e deveriam ser tratadas. Em 2017, aproximadamente 585 mil mortes foram associadas a esse uso. As consequências alcançam usuários, familiares, comunidades e serviços públicos, com efeitos sobre violência, HIV, hepatites virais, overdoses e outras formas de vulnerabilidade.
O uso de drogas é um problema de alta complexidade e exige abordagem multidimensional. Por isso, o INCT articula pesquisadores, estudantes, laboratórios, bases de dados e serviços em uma rede que combina investigação experimental, análise populacional, modelagem estatística e produção de evidências para orientar ações em saúde pública.
Eixos de pesquisa
Ciência básica
Estudos em neurociências, fisiologia, farmacologia, toxicologia e modelos experimentais para investigar mecanismos de susceptibilidade às drogas de abuso ao longo do desenvolvimento e entre sexos.
Epidemiologia e métodos quantitativos
Análise de grandes bases de dados, inquéritos, séries temporais, populações de difícil acesso, estatística avançada, simulações in silico e scripts abertos em R e Python.
Área clínica
Avaliação de procedimentos, escalas, adesão, abandono e protocolos de tratamento para pessoas que fazem uso prejudicial ou dependente de álcool e outras drogas.
Química analítica e organoides
Caracterização molecular de substâncias, novas substâncias psicoativas, toxicologia e estudos com organoides como ferramentas para perguntas de base translacional.
Inovação em dados, IA e saúde pública
Um componente em desenvolvimento integra dados não tradicionais, inteligência artificial e participação cidadã para caracterizar cenas abertas de uso de drogas no Rio de Janeiro. A proposta usa imagens do Google Street View, técnicas de processamento de linguagem natural e análise computacional para atualizar tipologias, estimar ecométricas e produzir mapas e indicadores associados à sindemia crack/violência/HIV/HCV.
O produto previsto é uma plataforma com mapas, gráficos e arquivos para download, apoiando gestores, profissionais de saúde, assistência social e pesquisadores na identificação de contextos onde intervenções do SUS e do SUAS podem melhorar acesso, referência e cuidado.
Rede e impacto
300+
participantes mobilizados direta ou indiretamente pela rede.
100+
artigos, capítulos, teses e dissertações produzidos no conjunto das atividades.
4
frentes integradas de pesquisa translacional.
Fonte aberta
scripts e rotinas computacionais desenvolvidos para uso público e reprodutível.
Instituições e parcerias
Fiocruz · INCA · UERJ · UFRJ · UFF · PUC-Rio · IDOR · CNPq · FAPERJ
O projeto articula instituições públicas e privadas, colaborações nacionais e parcerias internacionais, incluindo pesquisadores da América Latina e dos Estados Unidos em temas como epidemiologia de opioides, novas substâncias psicoativas, políticas de drogas e redução de danos.